Devir

















































































     Supremo: A Era de Prata

A Mitologia do Homem de Aço Recontada de Maneira Épica!

Considerado por muitos como o melhor escritor de quadrinhos de super-heróis da atualidade, o inglês ALAN MOORE nos presenteia com a fabulosa saga de SUPREMO, uma homenagem ao mito do Superman, desde sua criação até os dias de hoje, numa verdadeira viagem no tempo pelos grandes eventos que marcaram a história dos quadrinhos!

Mesclando momentos atuais do personagem com flashbacks que retratam com maestria o visual das antigas HQs do final dos anos 50 até o início dos anos 70, este segundo livro (de uma coleção de quatro volumes) é o seu guia numa jornada inesquecível pelo gênero dos super-heróis!

Este volume traz uma série de histórias e materiais extras que nunca foram publicados no Brasil antes. O próximo volume a ser lançado, "SUPREMO: A ERA DE BRONZE", finalmente apresentará aos leitores brasileiros as histórias inéditas do super-herói de Alan Moore.

Vencedor do Prêmio Eisner de Melhor Escritor de 1997.

Supremo, de Alan Moore, é um exercício de como escrever 50 anos do Superman de modo que signifique algo.
    - Neil Gaiman

 

Prefácio
 

Revisitando A Era de Prata

Houve uma época nos quadrinhos de super-heróis em que tudo era possível. Quando as leis da física eram completamente ignoradas, explicações científicas eram dadas sem nenhum embasamento. Coincidências assombrosas recheavam cada quadro, cada página. O que naqueles tempos parecia sério, hoje soa engraçado, inocente.

Argumentos? Pois bem, os argumentos iam do mais singelo ao absurdo total. E o leitor tinha a satisfação de acompanhar tramas com finais ora surpreendentes, ora óbvios, nas quais parecia não haver limites para a imaginação dos roteiristas. E, em meio a esse pandemônio de homens de uniformes coloridos envolvidos em aventuras das mais desvairadas, dois personagens foram símbolos emblemáticos de toda essa geração de histórias tão singulares: Superman e Batman.

Ao leitor desavisado, estamos falando da Era de Prata, período de redescoberta dos super-heróis, que teve inicio na década de 1950. E, ainda que o álbum que você tem em mãos seja do Supremo, e não do Homem de Aço, é praticamente impossível falar de um sem antes mencionar o outro.

Vejamos um pouco do que Superman, o último filho de Krypton, aprontava naquela época não tão distante: por motivos fúteis, Clark Kent decidia abandonar a carreira de Superman, afirmando que era "para sempre". Em seguida, abria mão de ser o jornalista. Ao menos, uma vez por ano, era certa a notícia de sua morte. Sua identidade secreta era posta à prova regularmente. Ele perdia seus poderes aventura sim, aventura não. Isso tudo, além dos problemas provocados por seus melhores amigos, que freqüentemente ganhavam superpoderes e arrumavam grandes confusões.

Amigos estes mais do que conhecidos por todos. A pseudonamorada Lois Lane estava sempre prestes a descobrir o segredo de Clark Kent. Para sorte do herói, ficava no "quase". Jimmy Olsen, o grande camarada, volta e meia tentava matar o kryptoniano, ainda que não por vontade própria. As situações eram reprisadas à exaustão, mas nem por isso deixavam de divertir. Esses argumentos faziam tanto sucesso que até os amigos do Superman tiveram títulos próprios em bancas.

Isto posto, falemos do Supremo do "mago bardo" Alan Moore. Sobre o roteirista britânico, não há mais o que ser dito. Genial, revolucionou o gênero dos quadrinhos para adultos etc. Nas histórias que você acompanhará a seguir, ele dá continuidade à releitura que criou para o Supremo, agora com todo o charme e características marcantes principalmente dos quadrinhos da Era de Prata.

Nas aventuras deste álbum, o protagonista, ainda no "presente", enfrenta diversos desafios numa trama maior, mas este é o pretexto que faz emergir todos os elementos da sua vida pregressa.

Há, então, um festival de homenagens, referências e citações, que vão das mais óbvias àquelas que só os mais fanáticos leitores de quadrinhos perceberão. É hora de matar saudades da grande amizade do herói com o Professor Noturno e Crepúsculo, a garota-prodígio; relembrar as primeiras aventuras dos Aliados; enfrentar as armadilhas preparadas pelo terrível Lex Lut... ops... Darius Dax, arquiinimigo de Supremo.

Não é só: Ethan Crane esconde sua identidade secreta com um par de óculos. O leitor vai se deparar com a Fortaleza da Solidão, a Zona Fantasma, um sem-número de vilões, outros tantos amigos, os amores, os clones-robôs do herói, mascotes, futuro, família, passado, a cidade de Littlehaven (Smallville ou Pequenópolis, lembra?) e mais, muito mais, tudo devidamente rebatizado e adequadamente citado.

Ainda para deleite dos saudosistas, as histórias do passado do Supremo têm arte propositadamente "datada", ao contrário de quando o herói está no presente, aí sim com o conhecido estilo da editora Image, com heróis anabolizados e heroínas gostosonas.

Vale citar que o marinheiro de primeira viagem, que sequer ouviu falar das edições antigas dos super-heróis aqui homenageados, não precisa ter medo: vai encontrar uma história bem escrita, cheia de ironia e aventura e um desfecho pra lá de bacana.

Já o leitor veterano, que conviveu com essa miríade de elementos principalmente nas histórias publicadas nas edições da saudosa Ebal, terá a oportunidade de se deliciar com algo mais, e se surpreender diversas vezes com um inadvertido sorriso no canto da boca, ao relembrar todo um universo ficcional que garantiu horas e horas de diversão descompromissada.

Está presente na fase de Moore à frente do Supremo toda a inocência da Era de Prata, sem dúvida. A diferença é a forma como ele amarra as tramas uma à outra, tornando-as atuais e "encaixando-as" no jeito de se fazer quadrinhos de super-heróis adotado nas duas últimas décadas.

Então, com o perdão do trocadilho, que você tenha uma leitura... para o alto e avante!

- Marcelo Naranjo
    Editor do Universo HQ

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Os Livros da Série
 

A Era de Ouro

A Era de Prata

A Era de Bronze

A Era Moderna
 
Outras informações

SUPREMO: A ERA DE PRATA
Formato: 16,5 cm × 24,0cm
Estrutura: 216 páginas coloridas em papel couchê 80 g/m²
História: Alan Moore
Arte: diversos
Editora original: Checker Book Publishing Group